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quarta-feira, 6 de julho de 2011

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As pequenas ondas arrasadoras das telenovelas



Não sei se alguém tem acompanhado sistematicamente a novela Insensato Coração. Mas, para aqueles que acompanham, vejam o que o jovem Milton Alves notou: Vi um trecho no sábado na casa de meus pais. Fiquei assustado com o que assisti. A promoção do homossexualismo é aterrorizante. Em duas cenas sequenciais, duas mães incentivavam seus filhos a serem gays. Uma com a seguinte justificativa:"[...] Ele te deu uma paquerada né? Leva mal não, paquera não é desaforo. É elogio [..]
O Hugo é o mais educado de todos, um amor [..] Professor de Direito, na dele, tranquilão, um rapaz muito bacana (risos)". A outra, por sua vez, diz: 

"Se o Douglas namorasse o Roni eu ia achar ótimo. O Roni é honesto, trabalhador. É porque o Douglas gosta mesmo de mulher, se não eu ia ter gosto desse casamento (risos)". Na segunda-feira, quis acompanhar novamente a novela com o intuito de assegurar se as cenas eram isoladas e espasmódicas ou se faziam parte de um plano bem orquestrado e arquitetado. A título de confirmar a minha tese apenas, visto que o resultado já era bem previsível para mim. E para minha não surpresa, pude ter a certeza de que a novela é um poderoso lobby gay em horário nobre.

Vale dizer que isso não tem nenhuma relação com conscientização contra homofobia, pois boa parte da trama é destinada ao puro marketing gay. Como aqueles kits que foram vetados pela presidente Dilma Rousseff. A real intenção por detrás do discurso a favor da pluralidade, da aceitação das diferenças e legitimidade do amor como senhor do comportamento é a relativização da verdade e o constrangimento de quem pensa diferente. Por isso, a retórica novelesca da responsabilidade social é conversa pra boi dormir. 

Insensato Coração está prestando um desserviço à sociedade brasileira. Além disso, caricaturizam os contrários à prática homossexual num personagem xucro, ofensivo, agressivo e, ele sim, homofóbico. O que, para a novela, seria um resumo do perfil de quem se posiciona do lado oposto à tropa de choque gay. Sem meio termo. Ou você aceita a homossexualidade (para ser politicamente correto) como algo completamente normal ou você é um idiota-conservador-retrógrado-desumano indiferente às mutações do tecido social. 

Se não bastassem as marretadas comportamentais dos atores, o porrete das imprecisões estatísticas também busca ferir a frágil consciência do povo brasileiro. Inverdades traduzidas em dados ou pesquisas são peças fundamentais nesse tabuleiro adulterado. No capítulo de segunda-feira, por exemplo, outro personagem gay – que trabalha numa barraca voltada para o público gay, cuja dona é a mãe, e garota propaganda da ideologia gay, daquele rapaz gay – defende os números propagados pelo movimento gay. 

Só no ano passado foram assassinados 260 gays, lésbicas e travestis no Brasil todo. Quase um por dia”. Vamos aos fatos. No meu calendário são 365 dias. De 260 para 365 há uma diferença de mais de 100 dias. Tudo bem que ele diz “quase”. Mas mesmo assim, né?

É um “quase” que afronta à matemática e à nossa inteligência. Alguns podem retorquir dizendo que, apesar disso, é muita gente assassinada. Concordo! Nenhum assassinato se justifica. Seja de homossexuais ou heterossexuais. Agora vai uma pergunta: de onde vêm essas estatísticas? Qual instituto ou ONG que as produz? Quem as encomenda? 

De acordo com Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transexuais, foram 3448 homossexuais mortos nos últimos 20 anos, conforme dados do Grupo Gay da Bahia. Vamos aos esclarecimentos. E o primeiro esclarecimento sobre esse dado vem em forma de pergunta: o Grupo Gay da Bahia é um órgão confiável para fornecer essas estatísticas? 

Segundo esclarecimento: dados do IBGE apontam para 50 mil assassinatos por ano no Brasil. Suponhamos que a novela trouxe um número fidedigno, de 260 homossexuais assassinados em 2010. Em porcentagem, isso daria  0,5% do número total de assassinatos no ano passado. Veja, então, que não há um problema específico de homicídios contra homossexuais. Mas de uma violência generalizada, impulsionada pela impunidade, que não escolhe “hetero” ou “homo”. Terceiro esclarecimento: desses 0,5% não se sabe com certeza a motivação do crime. 

Um bom número de gays, como é o caso de muitos travestis, frequenta locais perigosos, regados a droga e prostituição. Não nego a existência de mortes movidas por homofobia. Reconheço que existem e, obviamente, as repudio. Entretanto, essas estatísticas torcidas e falaciosas não provam que uma lei seja necessária para coibir esse tipo de crime. As leis já existem. É preciso cumpri-las, coibir a violência como um todo e extirpar o sentimento de impunidade diante dela.

Esses escritores e diretores de novela mentem, se utilizam de um argumento falacioso afirmando que novelas só retratam a realidade. Mentira. Novelas querem mudar a realidade. E essa tem sido a intenção deliberada desse lixo cultural que, aos poucos, entra em nossos lares visando influenciar significativamente a direção de nossas convicções morais. Certa vez li que, para o navegador Amir Klink, o que faz com que o barco sofra mais avarias são as pequenas ondas, que vão batendo no barco bem devagar.
Então, fica o alerta para todos nós, cuidado com as pequenas ondas produzidas em determinados programas televisivos. Pois o perigo de minarem nossa estrutura familiar é grande. É preciso cautela. Assim como usamos a tecnologia para bênção, o Diabo a utiliza para maldição. Portanto, faço um convite a todos, boicotemos essa porcaria global, e reservemos essas quase 2horas de duração para um encontro do nosso lar com a Palavra de Deus - ela sim -, o tesouro inestimável, a pérola de grande valor.
Depois desta observação, espero que todos nós possamos tomar muito cuidado com o que vemos!
Is 5.20: Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!